Persistam em pedir, e lhes será dado; persistam em buscar, e acharão; persistam em bater, e lhes será aberto; 

Mateus 7:7.

Tradução do Novo Mundo.

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Nem sempre ficamos com o amor da nossa vida

 

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Fátima Bernardes e William Bonner são a prova de que o amor não acaba e, mesmo com o fim de uma relação, ele não perde o seu significado.

O que o rompimento deles tem a nos ensinar sobre o amor? Costumo dizer que amar também é desistir. E digo isso porque já tive que desistir de alguém mesmo querendo tanto ficar.

E é preciso muita coragem pra desistir de alguém que você ama pra caralho, sabe? É preciso coragem pra saber que chegou ao fim, pra entender que nem sempre permanecemos com o amor de nossas vidas, a vida é assim. É preciso maturidade pra aprender que amar também é ir embora, é permitir que o outro se vá, quando você entende que não existe motivos pra ele permanecer contigo. É preciso maturidade pra entender que o amor não deixa de existir por conta de um fim de relacionamento. Posso dizer com toda certeza do mundo que amor não é somente quando você está ao lado de alguém, amor não existe apenas enquanto vocês estão juntos. Amor é, principalmente, aquilo que fica quando tudo se vai. Aquela admiração que permanece mesmo depois do fim. O amor é aquilo que fica, aquele pedaço do outro que permanece na gente, sabe?

Antes acabar um relacionamento e preservar o amor que você construiu nele, que permanecer por apego, até tornar o amor algo insano e decepcionante.

Perder alguém que você ama não significa que esse alguém deixou de ser amor ou que nunca tenha sido. Isso não deve ser o fim do mundo, às vezes é uma questão de sorte. Sorte por você ter sentido que foi amor e o provado intensamente. Afinal, algumas pessoas sequer conseguem encontrar alguém que faça sentido ao amor.

Se isso for te confortar, te digo que a vida tem disso, às vezes a maior prova de amor que podemos demonstrar é simplesmente, deixando o outro ir. Às vezes não temos escolha. Às vezes nos prendemos em relações que não fazem sentido, permanecemos lutando, nos esforçando, tentando por algo ou alguém que não vale mais a pena. E é preciso maturidade pra enxergar o momento que precisamos ir embora e deixar o outro escolher o melhor caminho.

Que possamos amar intensamente uns aos outros e que aceitemos o fim quando inevitável. Que saibamos que amar não se limita em permanecer junto, e que os finais não desqualifiquem o significado do amor. Que possamos enxergar o que valeu a pena e comecemos a considerar os momentos que foram vividos. Que tenhamos maturidade o suficiente pra desejar sorte ao outro e torcer pra que ele alcance os seus objetivos, mesmo que o outro não esteja mais ao nosso lado. Que acreditemos no amor, porque ele é o sentimento mais forte e sincero que temos.
Fonte: © Obvious

NÃO TRAGA DE VOLTA PARA SUA VIDA O QUE NÃO ESTIVER FAZENDO FALTA

  
Não traga de volta quem nunca fez questão de estar ao seu lado, aqueles hábitos que lhe faziam mal, aquela amizade que nunca aparecia, os erros que machucaram e já cicatrizaram. Aprendamos, com a dor, a seguir adiante, sem querer de volta o que dói e machuca.

Certas coisas e determinadas pessoas saem da nossas vidas muitas vezes de uma maneira desagradável e abrupta, de forma a nos deixar desolados de início e sem entendermos o porquê daquilo tudo. No entanto, com o passar do tempo, percebemos que fomos, na verdade, agraciados com aquelas perdas, pois caminhamos mais felizes e tranquilos sem o peso delas em nossas vidas.

Por essa razão é que não podemos nos desesperar quando algo nos acontece, pois, no calor das emoções, tendemos a achar que tudo conspira contra nós, que perdemos sempre, que tudo está piorando. Embora seja difícil, aguardar as respostas que teremos lá na frente é o mais sábio a se fazer, afinal, muitas vezes, ganha-se quando aparentemente se perde.

Não traga de volta aquela amizade que nunca aparecia, a não ser que você a procurasse; que cobrava muito mais do que ofertava; que nunca mostrava interesse pelo que você passava, sentia, queria, por quem você era realmente. Relacionamentos devem ser recíprocos, ou o peso sobrecarregará os nossos passos, tolhendo-nos um caminhar sereno, lúcido e agradável. Deixe pra lá as ausências que nos tornam mais leves.

Não traga de volta aqueles hábitos que lhe faziam mal, que atrapalhavam os seus dias, a sua saúde, o seu equilíbrio interior. Seja o cigarro, seja a antecipação de problemas, seja o pensamento negativo ou a autopiedade, caso tenha se afastado disso, mantenha-se firme e distante de comportamentos que em nada eram úteis. O tempo deve correr sempre em nosso favor e precisamos lutar para isso. Deixe pra trás o que diminuía suas chances de ser feliz.

Não traga de volta erros que machucaram, mesmo que já cicatrizados. Não volte a incorrer nas mesmas atitudes que foram lesivas; a acreditar em esperanças que nunca se realizaram; a enxergar com olhos condescendentes pessoas que não merecem nada do que você tem a oferecer. Nem tudo e nem todos merecem uma segunda chance e ter consciência disso nos poupará recair em dissabores de que já tínhamos nos livrado.

Não traga de volta quem nunca fez questão de estar ao seu lado, quem roubou dias, meses ou anos da sua vida, iludindo e alimentando promessas vãs, somente sugando sem somar, sem trazer, sem doar, sem praticar o retorno afetivo de nada. Encare a sua responsabilidade sobre o que lhe acontece de ruim e negue-se a receber em sua vida gente que não vale a pena. Deixe em seu passado os vampiros emocionais.

Sempre que passamos por rupturas em nossas vidas, dói muito, uma desolação que demora a passar. Mas passa, pois o tempo cura e traz verdades, mesmo aquelas que teimamos em ignorar. Portanto, aprendamos, com a dor, a seguir adiante, sem querer de volta o que dói e machuca, pois temos que ser merecedores da felicidade com que sonhamos, livres das amarras que obstruem o nosso viver e nosso sorrir.

– Marcel Camago.

Fonte: Obvious